 | O romance sobre a corrida do ouro da internet no Brasil... | Aug 18, 2004 |
...ou pelo menos de uma fatia desse período. Não é revanche, não é remorso, não é inveja do sucesso alheio. É uma forma de desenvolver literariamente esse período mal interpretado das histórias de muitos de nós. Eu me lembro. E você, se lembra? Se você tem uma recordação digna de nota dos tempos em que achava que o futuro faria justiça à sua tecno-genialidade, deixe seu recado. Outros debates e anotações atualizadas sobre o projeto estão em nosso blog: www.pcbarreto.com
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O Informática etc. do Globo de ontem fez uma simpática homenagem
aos trinta anos do Telejogo, primeiro videogame brasileiro. A matéria
de Elis Monteiro, com box de Jan Theophilo, aproveita para dar uma
geral na história dos videogames no Brasil e alhures. Até aí, tudo bem.
Mas quem leu a versão impressa (a online pode diferir) deve ter notado que...A chamada da primeira página fala em “vídeo game”, o próprio Info etc. grafa “videogame”. Uma decisão seria bem-vinda.
O
Telejogo não era fabricado pela “Philco, em parceria com a Ford”. Na
época, a Philco pertencia à Ford; por isso é que o Telejogo (e suas
contemporâneas TVs, rádios e aparelhos de ar condicionado) traziam as
duas marcas.
O Telejogo II não tinha “controles semelhantes a joysticks”, mas legítimos joysticks analógicos.A grafia certa é “Pac-Man”, não “Pac Man”.A
diferença entre Pac-Man e Come-Come: o primeiro é amarelinho,
redondinho e presente em versões para (quase) todos os computadores e
videogames; o outro é azul, peludinho, antenudo e só participou de
jogos do Odyssey.
Título
“Do Telejogo ao Atari 2600, passando pelo MSX” é a cronologia do
afrodescendente mentalmente prejudicado. O MSX surgiu bem depois do
Atari 2600.
Quem lançou o Intellivision no Brasil foi a Digiplay, não a Mattel.O Odyssey da Philips é a versão brasileira do Odyssey² da Magnavox, o que a própria matéria explica mais adiante.
É possível considerar um computador MSX como “PC” lato sensu,
mas não deve ser confundido com o Personal Computer – com o qual, é
claro, o MSX é incompatível. O texto não deixa clara essa diferença.O sistema MSX só foi lançado por duas empresas no Brasil: Gradiente e Sharp. A Dynacom não chegou a lançar seu MSX no mercado.Além dos tradicionais cartuchos e fitas cassete, os jogos para MSX também podiam ser distribuídos em disquetes.No
box, sobre o pioneiríssimo Odyssey 100: “Em 1971, o alemão Ralph Baer
lançou, por uma subsidiária da Philips”. O videogame foi lançado pela Magnavox. A Philips só comprou a Magnavox em 1974.
Erro de grafia no box: saiu “Odissey” duas vezes.
A
matéria principal menciona os cartuchos do Odyssey 100. O box menciona
o Channel F, lançado em 1976, como “programável” por usar cartuchos.
Qual é a diferença? O Channel F foi o primeiro a trazer ROMs dentro dos
cartuchos. No Odyssey 100 os cartuchos só mudavam a pinagem do console.
Ainda no box: o nome da rede de restaurantes de Bushnell é Chuck E. Cheese.Enfim, na página 4: se o certo é MegaDrive ou Megadrive, nunca saberemos.
A
grafia certa do nome completo do herói do videogame é “Sonic The
Hedgehog” (assim mesmo, como se o “The” fosse um sobrenome). Fonte: The First Quarter, de Steven L. Kent.
O primeiro PlayStation foi lançado em 1994, não 1984.
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Odeio
ser portador de más notícias. Contratei os serviços do Pobox
(www.pobox.com) em 1996 na esperança de nunca mais ter que enviar aos
amigos de internet aquela mensagem tediosa “Por favor, atualizem suas
listas de contatos! Doravante meu endereço email será...”.
Pois lá vou eu incomodar a todos. O endereço vai mudar. Que o novo seja eterno enquanto dure.
Se
em 1996 já dava um grande trabalho avisar uma alteração de endereço a
todos os conhecidos, imaginem como cresceu a lista de contatos nestes
nove anos. Terei que revirar a rede na esperança de passar o recado da
mudança a todos que precisem anotá-lo. Arrisco-me a não ser mais
encontrado por alguns amigos, parentes e contatos profissionais quando
o endereço antigo sair de cena.
A esperança é recíproca. Da
mesma forma que confiei em manter um endereço inalterável através dos
tempos, meus contatos confiaram em anotar meu endereço do Pobox, certos
de que poderiam contar comigo através dele. É a estes colegas que peço
desculpas; é em respeito a eles que exponho os motivos da minha mudança
de planos.
Lamentavelmente, o Pobox não dá mais qualquer
argumento sério que me convença da relevância de seus serviços. O Pobox
funcionava bem tendo em vista uma combinação de fatores que não existem
mais: provedores capengas, linhas discadas, programas de email, webmail
indecente e spam dentro do limite do gerenciável. Por isso, sua
popularidade decaiu. Mas produtos decadentes saem do caminho ou baixam
os preços -- não elevam as anuidades em 33,33 por cento. O Pobox está
“se achando” a esta altura do campeonato.
Sofri com os
provedores dial-up, que na aurora da internet comercial eram todos
(muito bem) pagos. Barbeiragens administrativas e lentidão de acesso
eram aborrecimentos muito comuns, capazes de abrir rombos nas finanças
do usuário. Era normalíssimo pular de um provedor para outro em busca
de serviços dignos e ofertas melhores. Como conciliar isso com a
necessidade de o usuário se manter facilmente localizável na rede, num
tempo em que as alternativas ao email (mensagens instantâneas, Orkut,
Skype, até telefones celulares) eram modestas ou inexistentes?
Aí
entra o Pobox. Por quinze dólares anuais, concedia um endereço
permanente ao usuário, por mais que ele trocasse de provedor. Não
guardava, como continua não guardando, mensagem alguma. Tudo que faz é
repassar as mensagens à caixa postal “real” do provedor em uso. Por que
o Pobox não guarda nada e ainda cobra por isso? Porque foi inventado no
tempo em que o armazenamento custava uma nota preta (mesmo que fosse
diferente, seria inviável transferir grandes massas de dados através de
linhas telefônicas e provedores tarifados). E não se reinventou até
hoje.
De qualquer forma, o usuário já recebia no pacote de
serviços do provedor, qualquer que fosse, um espaço de armazenamento de
mensagens. Esse espaço era muito reduzido; programas como o Eudora eram
indispensáveis não só para ler e escrever mensagens (mesmo com o modem
desligado), mas também para descarregá-las ao micro local de tempos em
tempos, desocupando o servidor de email no outro lado da linha. O custo
desse serviço, quando (e se) avaliado à parte, era sempre muito maior
que o preço do Pobox.
A matemática entrou em parafuso quando
surgiram os provedores grátis. Nem todos funcionavam bem, mas os
usuários do Pobox aproveitavam a liberdade de usar uns e outros à
vontade, mantendo o endereço de sempre -- e sem fazer propaganda de
qualquer provedor individual. Esse deve ter sido o último suspiro de
relevância do Pobox: era um porto seguro, um nome confiável em meio a
dúzias de aventureiros.
Acontece que a era dos grátis também foi
a da ascensão da banda larga e dos cibercafés, turbinando a demanda
pelo webmail e pondo em xeque a própria razão de ser dos programas de
mensagens. Por que acumular uma massa ingerenciável de emails no disco
rígido de casa (ou seja, inacessíveis por qualquer outro computador)?
Por que continuar usando um programinha separado, fosse o pífio Outlook
Express, fosse o Eudora em declínio, para baixar mensagens para leitura
posterior, quando a conexão passou a ser permanente e rapidíssima? E,
principalmente, por que fazer download de mensagens de uma forma ou
outra, já que as caixas postais ficam sempre entupidas de spam, vírus e
similares? Tal é o ataque dos chatos emailadores que às vezes é melhor
se esconder do que manter um endereço permanente.
De olho nos novos tempos, o Pobox criou um forte filtro antispam, sobre o qual comentei em artigo de 27 de novembro de 2003:
“O
serviço repassador de mensagens Pobox tem um filtro implacável que pode
ser ajustado pelo usuário... ou quase. Se ficar muito rigoroso, pode
mandar para o brejo mensagens importantes. Aconteceu comigo: vendi um
item num leilão e não consegui receber uma única mensagem do vencedor.
Por motivos totalmente aleatórios (o Pobox pouco liga para mensagens de
língua não-inglesa em sua filtragem), barrou todas.
“Há
salvação, mas é complicada e limitada. O usuário precisa ir ao site do
Pobox, pedir para ver o listão de mensagens condenadas nos últimos
trinta dias e ver quais são as que podem sair da geladeira. Na verdade,
a lista chega a milhares de emails, e não há um jeito rápido e eficaz
de se passear pela lista.
“O pior de tudo é que o Pobox só
acumula os spams, sem tomar providências: nem o destinatário fica
sabendo facilmente que há algo de estranho tentando entrar em sua caixa
postal, nem o remetente recebe qualquer sinal de que sua mensagem está
sendo recusada. Por isso, meu cliente de leilão considerava que suas
mensagens estavam realmente chegando ao destino e que eu é que o estava
ignorando.
“A salvação foi uma caixa postal de provedor grátis. Sem intermediários.
“Quem
desejar um antispam inteligente deve abaixar o escudo do Pobox e
transferir sua confiança para outro filtro. E permanece a dúvida: por
que o velho Pobox ainda cobra 15 dólares por ano – por isso?”
Como
a fortaleza digital do Pobox começou a implicar com mensagens
originadas no Brasil, voltei ao assunto em 9 de fevereiro de 2004:
“Como
é que um país faz para entrar nessa nobre relação de fontes notórias de
spam (e, é claro, vírus de email)? Pelo menos o Brasil não está lá por
acaso. Junte uma grande população de computadores conectados (em
números absolutos), muitos jovens talentosos moralmente frouxos, uma
cultura de apologia do crime, a orquestração do desestímulo total a
qualquer atividade séria e produtiva, a doutrinação nas escolas contra
os porcos burgueses imperialistas neoliberais etc. etc., a falta de
repressão (e o recalque politicamente correto até de se usar palavras
chulas como ‘repressão’) e a crença de que é ‘justiça social’ tratar o
que é dos outros como a casa da sogra. Mas vá convencer um brasileiro
disso tudo sem ser xingado em bases partidárias, antropológicas ou
psiquiátricas.
“Entretanto, se o Pobox distinguiu a Pátria Amada
negativamente, colocando-a ao lado da Turquia, da Nigéria e de um
punhado de tigres asiáticos, não está sozinho em sua avaliação. O
bloqueio por países é apenas uma camada do sistema antispam. Se você
não é o usuário típico do Pobox e tem motivos para continuar recebendo
mensagens do Brasil, ainda assim pode ativar os outros filtros,
baseados em listões continuamente atualizados por entidades
especializadas (njabl.com, mailpolice.com, dsbl.org e outras). Todos
cada vez mais desconfiados de mensagens do ‘.br’.
“Todo antispam
erra muito nos primeiros dias, até conhecer o comportamento do usuário.
Pelo menos até que você mostre aos filtros do Pobox que focinho de
porco não é tomada, muitas inocentes mensagens de seus amigos cairão na
malha fina dos ‘discards’. Recuperar do Pobox os emails que prestam,
uma agulha no palheiro de zilhões de vírus e ofertas milagrosas, é
atividade manual que requer tempo. Encontrou aquela proposta de
trabalho imperdível? Pode ser tarde demais. Para salvar a si mesmo, o
Pobox ainda perderá muitos clientes no Brasil.”
Ainda não
existia o Gmail para a devida comparação. Mas a pescaria de mensagens
boas do Pobox não é a que o Gmail já faz, com alta velocidade, com a
vantagem da interface única, sem criar qualquer dificuldade para se
resgatar qualquer “spam” desejado ou mandar para o purgatório qualquer
“legítima” indesejada?
Esse foi o golpe de misericórdia. Assim
que os serviços de webmail começaram a oferecer espaço sério para
armazenamento – acima de um gigabyte, para que o usuário não se
preocupe tão cedo em apagar mensagens recebidas --, caiu o castelo dos
programas de email. Hoje há um programa bom, o Thunderbird. Uns o amam
por não ser da Microsoft; outros o admiram por seu poderoso antispam.
Mas o pecado original do Thunderbird é o mesmo dos concorrentes: no
fundo, é um programa de email tradicional que cumpre as tarefas
tradicionais. Com mais de dois gigabytes disponíveis grátis, cortesia
da Google Inc., quem precisa continuar fazendo download de milhares de
mensagens?
A tendência natural é que os serviços de internet
fiquem melhores e mais baratos. O Pobox nada acrescentou de relevante a
seus serviços e reajustou a tarifa anual para 20 dólares. No tempo dos
15 dólares, sempre paguei sem reclamar, tanto nos tempos de
prosperidade quanto naquelas fases em que a insolvência pessoal se
somava à disparada da moeda americana. O problema não é de dinheiro. Se
o Pobox fornecesse um serviço que, em 2005, valesse 20 dólares, eu não
hesitaria em abrir a carteira.
Porém, há tempos e tempos o Pobox
oferece mais do mesmo, sem fazer o menor esforço para conquistar novos
usuários. Aproveita-se, portanto, da fidelidade da clientela antiga;
faz caixa a bordo da dependência dos usuários que já imprimiram o
“pobox.com“ em seus cartões de visita e não sabem como seus amigos os
encontrarão caso mudem de endereço -- o que era, afinal, toda a razão
de ser do Pobox. Considerando o exposto anteriormente, é o que posso
chamar de fé cega. Se o provedor de fundo de quintal fosse à falência,
o Pobox continuaria existindo. E o Pobox, desse jeito, existirá para
sempre?
O romance sobre a bolha pontocom. Mais detalhes em www.pcbarreto.com. Comentários no Multiply também são bem-vindos.
Como sempre, www.pcbarreto.com
Uma das desgraças da minha vida acadêmica foi ter feito mesmo, não copiado-e-colado ou equivalente, meu projeto experimental em jornalismo. Era só um TCCzinho muito chulezento, muito distante de uma tese. Fi-lo sobre BBS, em 1994, crente que algum professor fosse saber do que eu estava falando. Por que eu não traduzi aquele folheto da Compuserve e não juntei o documento oficial da FidoNet para compor um trabalho original? Em vez disso, passei as noites queimando as pestanas diante do monitor e os dias mendigando impressoras dos "muy amigos", pois impressoras que funcionassem estavam totalmente fora dos orçamentos meu e da faculdade. Se tivesse investido na praia metade do tempo que desperdicei para tirar um 10 unânime, quando um 6 teria me conduzido ao mesmÃssimo diploma, hoje seria bodyboarder profissional, ganharia mais que suas incelênças os professores, e ainda produziria mais vitamina D. OK, não foi nenhuma façanha histórica defender meu trabalho diante da banca. Tive que esclarecer que não havia uma ética na pirataria em si, mas sim uma eticazinha entre piratas e piratas (uma série de leis não escritas, principalmente a que proibia vender programas "genéricos" para amigos). E tive que ouvir de um professor, no names, please, que era óbvio ululante o "fundo moral burguês" que apontei nos métodos do shareware/freeware como contraponto à tal ética pirata, pois o ambiente BBSiano era inexoravelmente burguês pelos motivos tão bem expostos nas páginas anteriores do projeto etc. etc. Depois dessa, nunca mais falei de burguesia a sério, nisso concordando totalmente com o Xandelon. Nas palavras, não no sentido, o refrão de Cazuza estava certÃssimo: "burguesia" fede. Por essas e outras, não me peçam para ler o trabalho. Descontando o estritamente factual, rejeito 95% do que ali está. Quando cheguei ao fim, já tinha sérias dúvidas sobre a linha condutora do inÃcio. O relatório final da banca também recomendou a publicação do trabalho. Se foi publicado mesmo (em papel, nada de Internet ainda), não me avisaram nem depositaram os royalties. Escapei desse vexame.
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Aqui lembraram da Dorinha, a nova personagem da Turma da Mônica que é cega, ops, diz de si mesma que "não enxerga". Mauricio inventa essa personagem porque é um homem de visão. Ao mesmo tempo entra no ar um tal de Bloguinho, um mlk ki fala komu td mundu ixkrevi na Internet, kkkkkkkkkk. E antigamente era o Chico Bento que recebia parecer negativo do MEC (imagino sempre uma junta de pós-doutorados com bigodes de Nietzche e chapeuzinhos do sobrinho do Pateta) por falar igual a um habitante de Resende. Quer dizer, os Chicos Bentos da Mauricio de Sousa Produções é que caÃram de joelhos em seu deslumbramento. A revista Cebolinha, pela lógica, devia ser substituÃda por um fotolog.
Português é a lÃngua que os soldados romanos inventaram quando estavam de porre.
A reverência já está muito over quando você um informativo de loja de alimentos e a primeira matéria abre com as palavras "A máxima poética 'o tempo não pára' (...)"
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Os anos 80 tiveram salvação. Foi em 1980 que um visionário hippie recebeu uma mensagem interplanetária que mostrava o circo de horrores que nos esperava nos anos seguintes: calças cigarette, Atari 2600, Aids, mullets, Ritchie, Plano Cruzado, Malt 90, programas da Xuxa, discos da Xuxa. Só uma intervenção das alturas poderia nos afastar desse castigo! O visionário convenceu gente suficiente que um OVNI desceria nos campos verdejantes de Casimiro de Abreu, uma cidade fluminense que ainda usava telefone a manivela, sem que ninguém percebesse que há uma diferença essencial entre uma nave espacial extraterrestre e um objeto voador que não é chamado de "não identificado" por acaso. Milhares de doidões fizeram vigÃlia na pista de pouso improvisada num comovente espetáculo de cantorias violonÃsticas, ritos esotéricos e aditivos quÃmicos que faziam muita gente ver discos voadores onde não existiam. As inteligências extraterrestres viram aquilo a uma distância segura e concluÃram: "somos inteligências, não podemos nos misturar com essa gentalha. Vamos embora!" O assistente: "Mas e o visionário, vai ficar lá embaixo com cara de tacho?" "Por isso mesmo."
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